Entrevista com os Anli Pollicino...

     Os Anli Pollicino deram uma entrevista à JAME antes do início da sua primeira tour Europeia e eu resolvi traduzi-la para vocês ^^ É preciso dizer que esta banda foi anunciada como a revelação do ano xD
 
JAME: Introduzam-se por favor.
Shindy: Eu sou o vocalista, Shindy.
Yo-1: Eu sou o guitarrista, Yohichi.
Kiyozumi: Eu sou o baterista, Kiyozumi.
Takuma: Eu sou o guitarrista, Takuma.
Masatoshi: Eu sou o baixista, Masatoshi.
JAME: Podem-nos dizer porque começaram a banda? Como se conheceram?
Shindy: Eu conheci o Kiyozumi numa casa de concertos, gostámos um do outro e criámos uma banda. Não gostei da técnica do nosso primeiro guitarrista e baixista, por isso, pensei em criar outra banda. Então insisti com o Takuma para ele entrar na banda e mais tarde convidei o Yo-1. Finalmente, o Masatoshi, que já era um membro de suporte da banda, passou a membro oficial e acabámos com esta formação.
JAME: De onde são? Esse local influenciou a vossa música?
Todos: Somos todos de Tokio.
Shindy: Não tenho a certeza se fomos influenciados pela cidade mas fomos influenciados pelas pessoas de Tokio que gostavam de música. Mas isto, quer dizer, talvez não estivéssemos a fazer música se não tivéssemos nascido em Tokio.
JAME: Como decidiram o nome da banda?
Shindy: Há muitas bandas de Visual Kei que têm nomes fortes que incluem silabas como "ga" ou "gu" mas eu achei que um nome que soassem mais fraco era mais elegante. E pensei que nomes com o som "po" eram bastante fracos. Vi a palavra "Pollicino" - o nome de uma máfia italiana - numa revista e decidi usá-la. No entanto, achei que lhe faltava elegância embora soasse fraco, por isso, decidi colocar o "Anli" à frente. Acho que é bom porque para o nosso senso japonês soa a uma marca italiana elegante. Desculpem ser muito vago. (Ri).
JAME: Têm alguma política especial para os Anli Pollicino?
Shindy: Queremos fazer música em que acreditemos e não ser influenciados por modas.
JAME: Por favor, expliquem às pessoas que ainda não vos conhecem que tipo de música estão os Anli Pollicino a fazer.
Shindy: Basicamente fazemos música barulhenta e emocional mas valorizamos as melodias. Nunca fiz música baseada nos sentimentos de prazer e felicidade. Sou atraído pela tristeza e pelos sentimentos de arrependimento. A nossa música é uma mistura de emoções delicadas com emoções violentas.
JAME: O que vos fez começar a cantar ou a tocar um instrumento?
Shindy: O meu pai e a minha mãe trabalharam no mundo da música e, por isso, naturalmente eu tocava instrumentos e cantava. Mas nunca pensei que me iria tornar num cantor de rock famoso. Costumava ouvir Billy Joel e Diana Ross. (Ri).
Yo-1: Eu queria ser reconhecido pelas pessoas.
Kiyozumi: O meu irmão mais velho tocava numa banda e quando eu via os ensaios ficava muito comovido. Era particularmente atraído pela bateria.
Takuma: Tive a oportunidade de tocar guitarra durante o 3ºCiclo e desde aí que toco.
Masatoshi: Vi um amigo meu tocar guitarra e também comecei a tocar. Depois vi outro amigo meu tocar baixo. Fiquei interessado e comecei a tocar, hoje em dia toco principalmente baixo.
JAME: Anli Pollicino é a vossa primeira banda? Ou já tiveram a experiência de tocar noutras bandas?
Shindy: É a minha segunda banda.
Yo-1: É a minha quarta banda.
Kiyozumi: É a minha terceira banda.
Takuma: É a minha segunda banda.
Masatoshi: É a minha quarta banda.
JAME: O ano passado gravaram o vosso primeiro mini-álbum, Fahrenheit31. Como foi? O que ganharam com essa experiência?
Shindy: Foi uma oportunidade para rever as minhas músicas. Acho que a minha maneira de cantar mudou bastante antes e depois da gravação.
Yo-1: Aprendi muito quando me apercebi que costumava ser tão relaxado particularmente na forma como fazia  os sons e como tocava a minha guitarra.
Kiyozumi: Foi uma boa oportunidade para rever a identidade da banda e do grupo.
Takuma: Para além de melhorar as minhas técnicas, aprendi mais sobre técnicas de gravação tal como adicionar sons.
Masatoshi: Antes, acho que só ouvia os meus sons. Mas aprendi a também ouvir os sons dos outros membros.
JAME: Fahrenheit 31 vai ser lançado na Europa brevemente. Por favor, digam-nos um pouco sobre o álbum. Tem algum conceito ou tema em especial?
Shindy: Este álbum tem uma variedade de expressões de música em música, das músicas pesadas às músicas melo-dramáticas. Como eu disse anteriormente, é um álbum que mostra os Anli Pollicino a serem pesados e delicados ao mesmo tempo.
JAME: Vocês são uma banda nova que estreou recentemente e o facto de estarem já a fazer uma tour europeia parece realmente especial. Como conseguiram esta oportunidade?
Shindy: Por sorte, um promotor francês ouviu a nossa música, gostou de nós e tornou a nossa tour possível. Não sei porquê mas os europeus gostaram de nós embora só tenhamos começado agora a tocar no Japão.
JAME: O que esperam da vossa primeira Tour Europeia?
Shindy: É a primeira vez que tocamos no estrangeiro, por isso, estou ansioso para saber o que iremos sentir e como iremos crescer com esta tour.
JAME: O que querem fazer e onde querem ir durante esta tour?
Shindy: Eu quero passear à beira do rio Seine.
Yo-1: Eu quero ir a uma nascente quente.
Kiyozumi: Eu quero ver o Arc de Triomphe.
Takuma: Eu quero ir às compras.
Masatoshi: Nós dissemos que se fossemos ao Japão gostaríamos de ver a Torre de Tokio e o Monte Fuji. (Ri).
JAME: Que presentes gostariam de receber dos fãs? Quais aqueles que vos chateiam?
Shindy: Eu gostaria de receber produtos de cosmética. Eles ajudam-me- (Ri). Chateia-me receber cartas dos fãs demasiado sérias.
Yo-1: Também gostaria de receber produtos de cosmética. Não há nada em especial que me chateie.
Kiyozumi: Ficaria feliz se me dessem cigarros e dinheiro. (Ri). Não há nada em especial que me chateie.
Takuma: Ficava contente se recebesse cigarros e cartas dos fãs.
Masatoshi: Apreciava um bom presunto corado e Red Bull. Estou farto de grandes ornamentos e brinquedos. Não os posso deitar fora e eles ocupam espaço.
JAME: A revista Rock One e Gekido Tour descreveu os Anli Pollicino como a melhor banda jovem. Em que medida acham Anli Pollicino diferente das outras bandas?
Shindy: Acho que a personalidade de cada membro e a personalidade da banda como um todo são diferentes das das outras bandas Visual Kei. Juntei os membros e tentei tornar-nos diferentes das outras bandas Visual Kei. Por isso, somos capazes de não parecer muito Visual Kei.
Takuma: Acho que é bom que a personalidade de cada membro seja diferente.
Shindy: Eu juntei pessoas estranhas, por isso, a nossa banda tornou-se estranha. (Ri).
JAME: A banda Sincrea também faz parte da mesma produtora que vocês. Conhecem-nos bem?
Todos: Conhece-mo-los bem. Aparecemos nos mesmos eventos várias vezes e vamos beber juntos algumas vezes.
JAME: Quais são os músicos que vos impressionaram e influenciaram?
Shindy: Sebastian Bach (Skid Row), Amy Lee (Evanescence) e Marylin Manson.
Yo-1: Jimi Hendrix e Nuno Bettencourt (dos Extreme e Português minha gente xD)
Kiyozumi: Mike Portnoy (Dream Theater) e Dead End.
Takuma: hide (X Japan), Paul Gilbert (Mr. Big) e Yngwie Malmsteen.
Masatoshi: Led Zeppelin e Slip Knot.
JAME: Por favor, contem-nos uma história divertida sobre outro membro.
Shindy: Ouvi dizer que o Yo-1 não toma banho nos 2-3 dias após um concerto. Quando o Masatoshi fica bêbado ele manda as pessoas dizer "dó" (nota musical).
Masatoshi: Quando o Takuma bebe álcool transforma-se num dragão. O Takuma transforma-se num demónio, akuma. O Kiyozumi faz barulhos estranhos quando toca bateria. Grita como a Maria Sharapova, a tenista. O Shindy é sensível ao frio, uma vez tentou aquecer-se com um secador de cabelo e queimou-se.
JAME: Finalmente, deixem uma mensagem aos vossos fãs.
Shindy: Vamos tocar e dar o nosso máximo nos concertos, por isso, por favor, venham ver os nossos concertos.
Escrito por Ângela Ookami

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